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O Laboratório de Informática e Sociedade (LabIS/PESC/COPPE/UFRJ) tem o prazer de divulgar a live de lançamento do LIBRASOffice, a ser realizada no dia 16/04/2021, sexta, às 18h na plataforma do YouTube clicando aqui.
No Brasil, há 9,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva e um pouco mais de 2 milhões com deficiência auditiva severa, segundo o Censo 2010. São números expressivos que representam uma comunidade que encara inúmeras dificuldades no processo de adaptação a um mundo voltado para pessoas não surdas. Para uma pessoa surda, a primeira língua é a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e mesmo sendo uma das línguas oficiais do Brasil, majoritariamente os dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, não possuem suporte suficiente para LIBRAS.
Em 2015, a partir de uma demanda interna da UFRJ para a formação de funcionários terceirizados surdos, o projeto LIBRASOffice começou a ser pensado e desenvolvido como projeto experimental de fim de curso da disciplina Computadores e Sociedade, oferecida pela linha de pesquisa em Informática e Sociedade do PESC/COPPE ao curso de Engenharia de Computação e Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seu desenvolvimento seguiu posteriormente a cargo do Laboratório de Informática e Sociedade (LabIS), projeto de extensão desta linha de pesquisa, caracterizado por seu compromisso com um Brasil mais igualitário, por sua interdisciplinaridade e pela sua formação de graduandos e pós-graduandos fundamentada na indissociabilidade do ensino-pesquisa-extensão.
O LIBRASOffice é um projeto de código aberto, cujo objetivo é a adaptação da suíte de escritório LibreOffice, também de código aberto, para pessoas surdas, a partir do desenvolvimento de uma interface que traduz as funcionalidades do LibreOffice para LIBRAS. Através de uma janela que se abre no canto inferior direito da tela do LibreOffice, são apresentados, por meio de vídeos pré-gravados, os sinais referentes a cada ícone, item de menu ou de submenu na medida em que vão sendo selecionados pelo usuário ou usuária. Resumidamente, o LIBRASOffice é uma tecnologia assistiva, cuja interface de acessibilidade incorpora a LIBRAS ao pacote de escritório LibreOffice (a segunda maior distribuição de softwares para escritório do mundo).
Desde o início de seu desenvolvimento, membros da comunidade surda brasileira têm oferecido suporte tanto ao processo de gravação de sinais como aos testes de usabilidade do LIBRASOffice. Suas críticas e sugestões vêm sendo continuamente incorporadas, garantindo um nível de qualidade e amadurecimento ao LIBRASOffice que autoriza o seu presente lançamento a um público maior de forma a estender seus benefícios em prol da integração digital da população surda. E, mesmo com o isolamento social decorrente da pandemia de COVID-19, e contando também com o apoio da comunidade brasileira de Software Livre, foi possível desenvolver a presente versão de lançamento do LIBRASOffice.
Mais informações podem ser obtidas através do site do projeto, onde é possível realizar o download do software, receber comentários e sugestões (inclusive de novos sinais), e entrar em contato com a equipe de desenvolvimento.
No Datathon do Dia dos Dados Abertos, a equipe de competição em Ciência de Dados - UFRJ Analytica - saiu vencedora. O tema do Datathon, inspirado no Dia dos Dados Abertos desse ano, foi sobre como os dados abertos podem ajudar no desenvolvimento igualitário no Brasil.
Criada em 2019 por iniciativa do professor Claudio Miceli (PESC - Engenharia de Software, e NCE), começou como um grupo de estudo dirigido para a solução de problemas de ciência de dados e aprendizado de máquina, com o intuito de participar de competições na área. Hoje, além destas atividades, a UFRJ Analítica também desenvolve projetos com caráter de extensão e voltados para soluções em ciência de dados.
A equipe que competiu foi composta por:
- Pedro Boechat - Engenharia de Computação e Informação (Poli/UFRJ)
- Érica Ferreira - Engenharia de Controle e Automação (Poli/UFRJ)
- Rafael Ribeiro - Engenharia Eletrônica e de Computação (Poli/UFRJ)
- Pedro Borges - Recém Graduado em Matemática Aplicada e aceito no Programa de Pós-Graduação em Estatística (IM/UFRJ)
Claudio Miceli, coordenador da equipe, conta que ficou orgulhoso trabalho duro e dedicado do grupo e lembra que a UFRJ Analytica tem sido fundamental também no apoio ao combate à Covid 19 , analisando dados e mantendo o Dashboard oficial da Universidade, painel que monitora a Covid 19 no Estado do Rio de Janeiro. Para acessar clique aqui.
Conheça mais sobre a equipe UFRJ Analítica clicando aqui.
Parabéns ao professor Claudio Miceli e a sua equipe!
Nesta semana, o Brasil atingiu recorde de mortes por COVID-19. Um ano após o surgimento do primeiro caso oficial de coronavírus no Brasil, ainda temos incertezas sobre as causas da persistência, as variantes e as ações para conter a disseminação.
O Fórum de Ciência e Cultura/UFRJ promovem um debate sobre o tema HOJE (segunda, 1/3) que irá reunir especialistas de diversas áreas para discutir a situação atual da pandemia e as estratégias de enfrentamento, bem como a importância da divulgação científica nesse combate.
O Ciclo de Seminários PESC abre o ano de 2021 com a presença da Prof. Priscila Lima (UFRJ), que se juntou aos docentes do PESC em 2019 para misturar Otimização com Inteligência Artificial e outras coisas mais. Este ano Priscila passou a ocupar a cátedra Antonia Jones de Inteligência Artificial do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ (CBAE-UFRJ). Não se preocupe se você não sabe quem foi Antonia Jones, pois isto será abordado na palestra, que também apresentará uma breve visão sobre as atuais fronteiras da área de IA (ou não teriam fronteiras em IA?).
Programe-se, participe e ajude na divulgação! Mais detalhes abaixo ou clicando aqui.
Palestrante:
Priscila M. V. Lima, Professor Adjunto, PESC/COPPE/UFRJ e NCE/UFRJ
Título:
Fronteiras da Inteligência Artificial (ou IA sem fronteiras?)
Dia/horário/local:
24/02 (quarta) - 18h - canal do PESC no YouTube
Resumo:
Portando dupla graduação (Matemática e Física) pela Reading University e doutorado em Teoria dos Números na University of Cambridge, Professor Antonia J. Jones atuou principalmente em Computação, contribuindo, por exemplo, para análise de sistemas complexos e metaheurísticas. Tais contribuições resultaram de conhecimentos trazidos de outras áreas para a Computação. Essa palestra homenageia Professor Jones que dá nome à cátedra em Inteligência Artificial do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ (CBAE-UFRJ) e apresenta brevemente uma visão sobre as atuais fronteiras da área. Os temas a serem abordados na cátedra estão organizados em 4 módulos: (1) Desmistificação de IA; (2) IA centrada nos humanos; (3) Arquiteturas de computadores para IA e (4) IA na indústria e na sociedade.
Bio resumida:
Priscila Machado Vieira Lima é professora da Universidade Federal Rio de Janeiro (UFRJ) e ocupa a cátedra Antonia Jones de Inteligência Artificial do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ (CBAE-UFRJ). Possui mestrado em Engenharia de Sistemas e Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987) e doutorado em Computing - Artificial Intelligence - Imperial College London (2000), sob a supervisão de Professor Antonia J. Jones e Professor Keith L. Clark. Foi coordenadora do Programa de Pós-graduação em Modelagem Matemática e Computacional da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PPGMMC-UFRRJ), no período 2012-2013, e do Programa de Pós-graduação em Informática (PPGI) da UFRJ, no período 2015-2016. Trabalha com integração de Otimização e Inteligência Artificial, atuando principalmente nos temas de computação quântica adiabática, raciocínio neuro-simbólico e redes neurais sem pesos.

A Professora Priscila Machado Vieira Lima, do PESC/COPPE e do NCE, foi selecionada para a Cátedra em Inteligência Artificial do Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE) da UFRJ.
A cátedra tem duração de 12 meses e envolverá a organização de seminários, entre outras atividades.
Hoje em dia, Inteligência Artificial (IA) é um termo não mais restrito ao meio acadêmico, altamente especializado e erudito. Ela está presente no cotidiano das pessoas, nos eletrodomésticos de suas residências, nos seus automóveis etc, sendo característica citada pelos fabricantes para valorizar produtos. IA também tem sido utilizada de forma menos visível para levantar perfis e oferecer recomendações, estas nem sempre solicitadas. Os anos 2000's viram surgir aplicações cada vez mais impressionantes de IA. Por outro lado, ainda não se conhecem exatamente as limitações das tecnologias que fazem uso de IA. A maior capacidade de processar grandes volumes de dados e deles extrair novas informações e padrões fez surgir uma série de regulamentações para permitir a proteção de dados. Princípios e boas práticas para a construção e uso de sistemas inteligentes alinhados aos objetivos da Humanidade também têm sido discutidos por acadêmicos e empresários do setor. Além dos pesquisadores, empresários e técnicos da área de IA, a consolidação de princípios e boas práticas para sistemas inteligentes, porém só se dará quando os conceitos mais fundamentais de IA, principalmente os envolvidos em ML, forem compreendidos pela maioria da sociedade. No contexto da Cátedra em IA Antonia Jones, serão discutidas as fronteiras da área através de seminários e debates. Os seminários serão organizados em 4 módulos: (1) Desmistificação de IA; (2) IA centrada nos humanos; (3) Arquiteturas de computadores para IA e (4) IA na indústria e na sociedade.
A patrona da cátedra é a Professor Antonia J. Jones que nos deixou em 2010. Foi, juntamente com o Professor Keith L. Clark, minha orientadora de doutorado no Imperial College London. Posteriormente, assumiu uma posição em Cardiff University. Antonia foi uma mulher extraordinária, nunca limitada pelas dificuldades que a vida lhe impôs. Na infância contraiu poliomielite pouco antes de a vacina ter sido adotada e quase morreu. Após sua recuperação, precisou ser educada por um tempo em casa porque a escola não estava preparada para receber deficientes físicos. Sua carreira é apenas uma das demonstrações de seu espírito aguerrido e inovador. Graduou-se pela Reading University, UK, com distinção em Matemática e Física e doutorou-se em Teoria dos Números na University of Cambridge. Atuou na University of Nottingham; no Institute for Advanced Study Princeton,; na Colorado University; no Royal Holloway College, na University of London; na Illinois State University; na Brunel University,; no Imperial College, na New Mexico State University e tornou-se Professor Emerita of Neural and Evolutionary Computing na School of Computer Science, Cardiff University, Wales. Começando a carreira em Matemática Pura, interessou-se progressivamente por Computação, em especial por aprendizado de máquina, computação neural e algoritmos genéticos massivamente paralelos. Dentre suas cooperações com o Brasil, destacamos sua visita à COPPE nos anos 90, sua cooperação com o Laboratório de Inteligência Computacional, São Carlos-USP e sua participação como keynote speaker no Simpósio Brasileiro de Redes Neurais (SBRN) do ano 2000.